Para entendermos melhor o que devemos fazer pelos outros, Jesus convida a nos colocarmos no lugar deles. Exatamente como Ele fez: para nos amar, assumiu a nossa carne humana.
É só nos perguntarmos o que esperamos dos nossos pais, dos nossos filhos, dos colegas de trabalho, dos chefes de governo, dos guias espirituais: acolhida, escuta, inclusão, sustento nas necessidades materiais, bem como sinceridade, perdão, encorajamento, paciência, orientação… Para Jesus, essa atitude interior, com as respectivas ações concretas, realiza todo o conteúdo da Lei de Deus e toda a riqueza da vida espiritual.
Esse princípio nos estimula a sermos criativos e generosos, a tomarmos a iniciativa em favor de quem quer que seja, a lançarmos pontes, inclusive em direção a quem não é nosso amigo, tal como o próprio Jesus disse e fez. Isso exige de nós a capacidade de sairmos da nossa zona de conforto, para darmos, assim, com credibilidade, um testemunho da nossa fé.
Talvez a primeira coisa que precisa ser notada, sobre a “Regra de Amor”, é que ela nos compele a tratar os outros começando por nós mesmos.
Não devemos determinar nosso tratamento aos outros olhando para eles e perguntando o que eles merecem, mas iniciando com nós mesmos e perguntando o que nós quereríamos e necessitaríamos.
Os filhos de Deus devem usar o seu entendimento de interesse próprio inato, para aprender como tratar os outros de um modo gracioso e amável.
Como?
Precisamos perguntar, como desejaríamos ser tratados se estivéssemos nas mesmas circunstâncias que agora enfrenta o nosso companheiro?
E porque ainda tem pessoas que não praticam esse princípio que revolucionaria o mundo? Porque muitos de nós ainda somos egoístas e egocêntricos. E como podemos nos libertar disso para ficarmos livres para amar o próximo?
Nossa fascinação por nós próprios só pode terminar quando ficarmos fascinados por Deus.
Amarás ao Senhor teu Deus de todo o teu coração, de toda a tua alma, e de todo o teu entendimento. Este é o grande e primeiro mandamento. E o segundo, semelhante a este, é: Amarás ao teu próximo como a ti mesmo.” (Mateus 22:36-39)
Quando um amor absoluto por Deus, nos tirar de um absoluto amor próprio, nos libertaremos para amar os outros como amamos a nós mesmos.

Referências:
Mateus 22:36-39