No Sermão da Montanha, o Mestre Jesus afirmou: Bem-aventurados os pobres de Espírito, porque deles é o reino dos céus.
Em muitos textos evangélicos podemos observar que existem muitas expressões e termos que não são mais utilizados ou que, nos dias atuais, passaram a ser utilizados em outro sentido.
Hoje em dia, usamos muito a expressão “pobre de espírito” para referir uma pessoa vazia, fútil, sem valores, desprovida de amor, fé, esperança e caridade.
Porém, por pobres de espírito Jesus não entende os que não possuem valores morais, mas pelo contrário, os humildes, tanto que diz ser para estes o Reino dos Céus, e não para os orgulhosos.
Ser pobre de espírito segundo o Evangelho é a base de todas as outras virtudes descritas no sermão, é o primeiro degrau de uma grande escadaria. Se primeiramente não formos pobres de espírito não alcançaremos as demais bem-aventuranças.
É reconhecer que nós somos espíritos em busca da evolução, que apesar de cometermos erros perante a justiça Divina, necessitamos da glória e redenção de Deus e que para isso é preciso nos esforçar na busca da melhoria de pensamentos, sentimentos e atitudes.
Para concluirmos, pensemos na fala de Kardec: “Dizendo que o Reino dos Céus é dos simples, quis Jesus significar que a ninguém é concedida entrada nesse Reino, sem a simplicidade de coração e humildade de espírito; que o ignorante possuidor dessas qualidades será preferido ao sábio que mais crê em si do que em Deus. Em todas as circunstâncias, Jesus põe a humildade na categoria das virtudes que aproximam de Deus e o orgulho entre os vícios que dele afastam a criatura, e isso por uma razão muito natural: a de ser a humildade um ato de submissão a Deus, ao passo que o orgulho é a revolta contra Ele. Mais vale, pois, que o homem, para felicidade do seu futuro, seja pobre em espírito, conforme o entende o mundo, e rico em qualidades morais.”

Que Deus abençoe o nosso dia!

Referência:
Allan Kardec – O Evangelho Segundo o Espiritismo – Cap VII