Esta passagem do Evangelho de Mateus traz a reflexão sobre a importância de disseminar a luz, daí a necessidade de colocar a candeia no velador, para que ela ilumine a todos.
Para Cairbar Schutel na parábola sobre a candeia, “a luz é indispensável à vida material e à vida espiritual. Sem luz não há vida; a vida é luz quer na esfera física, quer na esfera psíquica. (…) Esconda-se a luz da sabedoria e da religião sob o módio da má fé ou do preconceito, e a humanidade não dará mais um passo, ficará debatendo-se nas trevas. Assim, é inútil, acender uma candeia e colocá-la debaixo da cama, como conceber ou receber um novo conhecimento, uma verdade nova e ocultá-los aos nossos semelhantes. A recomendação é que a luz deve ser posta no velador a fim de que todos a vejam, e que por ela se iluminem…
(…) Que a vossa luz brilhe diante dos homens, para que vendo as vossas boas obras (que são as irradiações dessa luz) glorifiquem o vosso pai que está nos céus”.
Paliativo a esta leitura Emmanuel na mensagem candeia viva, chama a atenção para o símbolo da candeia. Nas suas palavras: “A claridade na lâmpada consome força ou combustível.
Sem o sacrifício da energia ou do óleo não há luz. Para nós aqui, material de manutenção é a possibilidade, o recurso, a vida.
Nossa vida é a candeia viva
É um erro lamentável despender nossas forças, sem proveito para ninguém, sob a mediada de nosso egoísmo, de nossa vaidade ou de nossa limitação pessoal. Coloquemos nossas possibilidades ao dispor dos semelhantes.” (…)
e ainda traz o convite amoroso: “Transforma as tuas energias em bondade e compreensão redentoras para toda gente, gastando, para isso, o óleo de tua boa vontade, na renúncia e no sacrifício, e a tua vida, em Cristo, passará realmente a brilhar”.

Referências:
Schutel, Cairbar. Parabólas e Ensinos de Jesus. Ed. O Clarim
Fonte Viva. FEB Editora, cap. 81