Jesus nos orienta a acendermos a nossa luz afim de que os outros vejam nossas boas obras e glorifiquem a Deus. Ao primeiro olhar, essa fala de Jesus pode nos parecer um paradoxo. Pois o mesmo mestre que nos ensina a ser discretos e não fazer alarde com o bem que fazemos, nos pede para brilhar a nossa luz para que o outro veja nossa boa obra. No entanto, o benfeitor Emmanuel nos explica no livro Palavras de vida eterna, capítulo 13, que o Cristo não quer que divulguemos nossas obras aos outros, mas que a façamos em silencio. Porque quando nos modificamos interiormente atingimos as pessoas ao nosso derredor. Diz Emmanuel “mas JESUS, com a referência, convidava-nos ao exercício constante das boas obras, seja onde for, pois somente o coração tem o poder de tocar o coração… Com o amor estimularemos o amor… Com a humildade geraremos a humildade… Com a paz em nos ajudaremos a construir a paz dos outros… Com a nossa paciência edificaremos a paciência alheia… Atendamos, pois, ao nosso próprio burilamento, porquanto apenas contemplando a luz das boas obras em nós, é que os outros entrarão no caminho das boas obras, glorificando a bondade e a sabedoria de Deus.”
Além disso, essa fala do mestre nos conclama a refletir com muita seriedade sobre a nossa própria iluminação, porque é apenas com ela que conseguiremos avançar. Novamente Emmanuel, agora no livro Caminho verdade e vida, capítulo 180, vai nos alertar: “É possível marchar, valendo-nos de luzes alheias. Todavia, sem claridade que nos seja própria, padeceremos constante ameaça de queda. Os proprietários das lâmpadas acesas podem afastar-se de nós, convocados pelos montes de elevação que ainda não merecemos. Vale-te, pois, dos luzeiros do caminho, aplica o pavio da boa-vontade ao óleo do serviço e da humildade e acende o teu archote para a jornada. Agradece ao que te ilumina por uma hora, por alguns dias ou por muitos anos, mas não olvides tua candeia, se não desejas resvalar nos precipícios da estrada longa!… Podes falar maravilhosamente acerca da vida, argumentar com brilho sobre a fé, ensinar os valores da crença, comer o pão da consolação, exaltar a paz, recolher as flores do bem, aproveitar os frutos da generosidade alheia, conquistar a coroa efêmera do louvor fácil, amontoar títulos diversos que te exornem a personalidade em trânsito pelos vales do mundo… Tudo isso, em verdade, pode fazer o espírito que se demora, indefinidamente, em certos ângulos da estrada. Todavia, avançar sem luz é impossível. Fim”